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Quem fez minhas roupas?

28 de abril de 2017
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Você já parou para pensar em quem fez sua roupa? Em como ela chegou até você? Já pensou que aquela sua roupa favorita pode ser fruto de um trabalho que trouxe muito sofrimento a alguém?

O movimento Fashion Revolution surgiu após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh – um complexo de fábricas que produzia roupas para as principais fast fashions do mundo – em 24 de abril de 2013, onde 1133 pessoas morreram e mais de 2500 ficaram feridas. Após essa data a britânica Carry Somers e a italiana Orsola de Castro criaram o Fashion Revolution Day, um dia para se lembrar do acontecido em Bangladesh e propor uma conscientização sobre os meios da moda. E como um dia se tornou pouco para tudo isso, criaram a Fashion Revolution Week, uma semana inteira dedicada a pensar uma moda mais humana, consciente, justa e ética. 

Nessa semana que passou, a partir do dia 24, aconteceram diversos eventos em mais de 90 países. Palestras, oficinas, debates, exibições de documentários, enfim, tudo com o propósito de se pensar mais sobre o que consumimos e sobre o impacto da indústria da moda no nosso planeta, no meio ambiente e na vida das pessoas. Participei de algumas palestras e oficinas durante a semana e foi lindo ver uma galera que tá lutando para trazer uma mudança nesse cenário, uma galera que propõe uma moda com propósito, com sentido. ❤

roupa

Grandes grifes e marcas de fast fashion se utilizam de mão de obra quase que escrava para realizar seus trabalhos. São diversas costureiras que trabalham 12 horas ou mais em condições precárias e recebem míseros trocados por seu trabalho. Muitas vezes são pagos menos de R$5 à costureira por uma roupa que custará R$300 para nós. Sem falar da poluição que a indústria da moda causa, sendo considerada a 2ª indústria mais poluente do planeta. E o lixo que produzimos? Afinal, para onde vão as roupas e sapatos que as pessoas não querem mais? Nada sai do nosso planeta, tudo fica aqui, e para onde está indo todo o lixo produzido? É por isso que cada vez mais precisamos pensar e repensar nossa forma de consumir.

Não é parar de consumir, apenas consumir de forma mais consciente. Buscar comprar de pessoas independentes, de pequenos produtores, que fazem isso para sua sobrevivência, assim estamos financiando menos todo esse trabalho sujo feito pelas grandes marcas. Se questionar na hora de comprar mais uma peça de roupa ou par de sapato, e também na hora de descartar o que já não se usa. São nas pequenas atitudes que podemos fazer a diferença. E isso não é só nessa semana, mas todos os dias!

Uma forma de participar do Fashion Revolution Day além dos eventos é postando uma foto com sua roupa preferida, taggear a marca e perguntar: “Olá,(nome da marca), quem fez minhas roupas?” Seguida das hashtags #FashionRevolution, #whomademyclothes, #quemfezminhasroupas .

Para quem quiser, amanhã acontece o encerramento da FashRev Week em diversas cidades, inclusive aqui no Rio de Janeiro, clique aqui para saber mais e participe! 😉

Vamos fazer a diferença! Vamos mudar o mundo! ❤

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