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Se amar e a luta de cada dia

17 de março de 2017

Venhamos e convenhamos não é fácil todo dia se olhar no espelho e se achar linda. Nós mulheres sabemos bem como é acordar um dia achando que vamos mudar o mundo e no outro nem conseguir levantar da cama. Nossos hormônios super nos boicotam, nós mesmas nos boicotamos, e assim vivemos nessa inconstância. Mas, cá entre nós, todas temos algo que gostaríamos de mudar no nosso corpo, né não?! Seja uma gordurinha aqui, uma manchinha ali, o problema é quando a gente só consegue focar no que gostaria de mudar, quando os pontos negativos – ao nosso ver – superam os positivos.

Aceitar que temos imperfeições sim, que não somos mulheres ideais, e aprender que essas imperfeições também fazem parte de quem somos, é parte do processo. Se amar é uma luta diária, é um longo caminho. Vivemos em uma sociedade onde somos a todo momento bombardeadas com capas de revistas com mulheres magérrimas, com padrões de beleza a seguir. Já parou para observar as chamadas das revistas? “Como conseguir barriga de tanquinho com a dieta X”, “Como ter o cabelo dos seus sonhos com o tal produto”, “Como ter o corpo lindo para deixar os homens babando”, e por aí vão essas matérias que nos fazem pensar que nunca estamos boas o suficiente, que nosso cabelo não é tão bonito, que os homens não vão curtir nosso corpo (pelamor, né, gente?! 😡 ).

Por que a gente não pára para olhar o tanto de coisas que já conquistamos? O quanto o nosso corpo já suportou os baques da vida? Por que a gente não passa a aceitar quem somos e esse corpo que a vida nos deu? Já parou para pensar que as rugas de expressão estão aí porque a vida é dinâmica e você sorriu tanto que deixou marquinhas no rosto? Olhe para essas marquinhas e pense no tanto de sorrisos que a vida te proporcionou! E a barriguinha que apareceu depois da gravidez? Já pensou que ela está aí para lembrar o quanto você é forte a ponto de dar à luz outra vida? Por que não olhar para a cicatriz da cesariana e pensar no ser mais especial que você trouxe ao mundo? Por que não se permitir dormir mais um pouquinho e sair sem maquiagem? Por que não usar aquele biquíni que você adora mas que não usa por achar que não está em forma o suficiente?

A vida acontece agora, e se esse é o corpo que temos hoje porque não curti-lo, aceitá-lo e amá-lo? Por que não olhar com um pouco mais de carinho para nós mesmas e compreender que não somos perfeitas, mas tá tudo bem! Tudo bem fazer dietas, se exercitar, alisar o cabelo, mas que nada disso seja um imposição para nós, mas sim um ato de livre escolha por nos fazer bem. Afinal, aceitar-se não é se tornar passiva, mas é parar de viver uma corrida louca e desenfreada atrás de padrões inalcançáveis e inatingíveis. Nesse texto rola uma comparação super bacana: pense na sua melhor amiga. Ela é perfeita? Provavelmente não. Você é má com ela porque ela não é perfeita? Não, né?! Nenhum de nós somos perfeitos física ou emocionalmente, e mesmo assim as pessoas se apaixonam o tempo todo.

Se amar e se aceitar é um processo, não é fácil, é uma luta diária, é construção, tijolinho por tijolinho, dia a dia. Vamos fazer o seguinte? Experimenta hoje parar na frente do espelho e procurar 3 pontos positivos no seu corpo, pode parece difícil no começo, mas tenta por um dia não ficar enumerando seus defeitos. Garanto que você tem muito mais do que só três pontos legais! E conta aqui como é essa luta diária para você! 😉

 

 

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