Moda | Vamos Conversar?

Roupas que contam histórias

By on 2 de agosto de 2017
roupas

Ontem eu postei a foto abaixo no instagram (@modaeconsciencia, segue lá! 😉 ) e contei um pouquinho da história desse oxford, que foi comprado há uns 5 anos e até hoje me acompanha em diversos momentos. E sabe o que isso me faz pensar?oxford ; oxford de salto

Roupas são mais do que pedaços de pano, elas falam muito da gente e contam histórias. 

Ao meu ver, roupa boa (e acessórios e sapatos também) é aquela que a gente usa mesmo, que nos acompanha pra cima e pra baixo, que vive momentos conosco. Sabe aquela roupa que você usou no primeiro encontro com o cara da sua vida, ou aquela camisa social que te acompanhou em alguma reunião super importante ou ainda aquele sapato que te levou a tantas saídas com sua melhor amiga? Roupas falam de vidas, de momentos, de alegrias e de tristezas também. Quando abrimos nosso armário não encontramos ali apenas tecidos cortados de formas diversas, mas encontramos um pouquinho da nossa vida. 

Roupas não são descartáveis para usarmos e logo descartarmos (lembra do post passado sobre consumo consciente? Então!)

macacão preto
Olha o oxford dando as caras aí em mais um look! 😉

Mais um exemplo de que roupas contam histórias é que o cinto dessa foto era da minha mãe (que já não está conosco há um tempinho 🙁 ) e além de eu achá-lo estiloso e retrô, ele faz eu me sentir um pouquinho mais perto dela, já que sempre que eu olho para ele lembro dela.

moda

Essa blusa verde também era da minha mãe e não só ela, mas algumas outras peças que uso também, e pra mim são muito mais do que peças de roupa, são lembranças. Tenho um cachecol que ganhei do boy e sempre que uso lembro do que ele disse ao me presentear, tenho um sapato super fofinho e estiloso que uma amiga me deu no meu aniversário, tenho um vestido que me acompanhou à uma das melhores festas que já fui e me diverti muito e tantas outras peças que me fazem relembrar momentos maravilhosos.

As meninas da Oficina de Estilo dizem que mais importante que a roupa que a gente usa é a vida que se vive dentro dela, e é isso mesmo. A gente não usa roupa só para não andar nua por aí, mas nossas roupas falam quem somos, passam uma imagem sobre nós e nos acompanham em diversos momentos. É por isso que vale a pena usar sim, se gosta de uma roupa bota ela em vários looks e usa mesmo, afinal a vida é muito curta pra não sair por aí com aquela roupa que te faz sentir maravilhosa!

E é esse exercício que quero te convidar a fazer: abra seu armário e dê uma olhada nas histórias que tem dentro dele! Quantas risadas, alegrias, lágrimas, e momentos essas roupas te fizeram viver? Enxergue suas peças com um novo olhar, se permita se divertir e até se emocionar ao olhar seu guarda roupa (já pensou na emoção de olhar para a roupa que você usou no dia que seu bebê veio ao mundo? Ou na roupa que você estava quando foi promovida?)  Se tem roupa que lembra momento ruim ou traz péssimas lembranças, desapegue! Abra espaço para novas histórias, novas aventuras, novas memórias, novas amizades ou até um novo romance (isso vale pro guarda roupa e pra vida também, viu?!). Roupas paradas não contam histórias, no máximo ocupam espaço.

E você, tem alguma peça de família ou que tenha algum significado especial? Conta aqui, vou adorar saber! 🙂

 

 

 

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Moda | Vamos Conversar?

Consumo Consciente: O que é e como adotá-lo no seu dia a dia

By on 24 de julho de 2017

Lá no instagram (@modaeconsciencia) vez ou outra eu falo de consumo consciente, e muito tem se falado sobre isso atualmente. Mas você sabe, de fato, o que é consumo consciente?


Há um mito e um medo de que consumo consciente tem a ver com não consumir ou jogar fora tudo o que se tem, mas não é isso, fica tranquilxs! Consumir de forma consciente, como o próprio nome já diz, é consumir de forma racional, pensada e mais criteriosa.

Você já se pegou comprando algo que nem sabia se ia usar só porque estava barato? Ou comprou sem saber porque estava comprando e quando viu já tinha comprado? Você tem no seu guarda roupa ou na sua casa coisas que nunca usou e nem sabe porque comprou? 

Comprar é muito bom, traz uma sensação de poder, de estar no controle, de prazer, há até quem vá às compras quando está triste como forma de consolar-se ( o que demanda atenção, caso seja algo frequente). Vivemos em um sistema capitalista, que incentiva o consumo a todo instante, que mostra o uso do cartão de crédito como solução para tudo, além de sermos bombardeados com propagandas de coisas que “precisamos” ter, com novas tendências de moda, com blogueiras que nunca repetem uma roupa. Em nossa sociedade o TER fala mais alto que o SER, o carro que você tem importa mais que o seu caráter ou que a marca da sua roupa vale mais que sua essência.

A questão é que comprar por comprar é um ato vazio, sem sentido e sem significado, que acaba por gerar mais entulho para nossa casa, mais dívidas e mais lixo pro planeta (já parou pra pensar que não existe uma lixeira mundial? Tudo o que descartamos fica aqui na Terra, e quando não houver mais espaço pra todo o lixo?)

Como começar hoje a mudar seus hábitos de consumo? Vejamos:

1) Faça uma listinha

Um passo super importante é conhecer seu estilo e tudo o que você tem no guarda-roupa e verificar o que precisa. O que está faltando? Uma peça de roupa pro trabalho? Algo para sair à noite? Faça uma listinha com tudo o que precisa e quando sair para fazer compras, leve-a e só compre o que estiver nela e o que de fato tem a ver com você e seu estilo.

2) Responda à 3 perguntinhas

consumo

Você realmente quer comprar isso ou só vai comprar porque está barato?

Você precisa disso ou vai comprar só porque alguém também comprou ou a blogueira X disse que está na moda?

Você pode pagar por isso? Lembre-se que um dia a fatura do cartão chega, e você vai ter como pagar ou vai se enrolar? Vai deixar de pagar uma prioridade para pagar isso?

3) Seja Criativa! 

Ao invés de comprar algo novo, pense em formas diferentes de usar o que já tem, Tente olhar de outra forma para suas peças. Busque inspiração. Alugar roupas ou pegar emprestado com alguma amiga também são ótima alternativas!

4) Faça a prova dos 3 looks

Tá com uma roupa na mão pra comprar? Pense em 3 looks diferentes com essa mesma peça e com o que você tem em casa. Não conseguiu pensar em nada? Então talvez seja melhor não comprar, porque corre o risco dela ficar encalhada no armário. 

5) Valorize a economia local 

Comprar em fast fashion é ótimo, o preço super convidativo, mas você sabe a procedência? Tem todo aquele lance de trabalho escravo e a qualidade, que por vezes, é péssima. Por que não dar uma chance para os pequenos produtores? Aquela lojinha de bairro, a oficina de artesanato, uma marca de slow fashion (falarei em breve disso aqui), assim você contribui para a economia local, financia sonhos e pessoas e pode ter algo que vá durar um pouquinho mais com uma qualidade melhor.  Tem tanta gente legal fazendo tanta coisa maneira!

Por fim, lembre-se: menos impulsividade e mais planejamento na hora da compra = economia. 

Você já tem algumas dessas ações no seu dia a dia para consumir de forma mais consciente? Já sabia o que era consumo consciente? O que acha disso? Comenta aí com sua opinião! 😉 

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Quem fez minhas roupas?

By on 28 de abril de 2017
fash_rev

Você já parou para pensar em quem fez sua roupa? Em como ela chegou até você? Já pensou que aquela sua roupa favorita pode ser fruto de um trabalho que trouxe muito sofrimento a alguém?

O movimento Fashion Revolution surgiu após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh – um complexo de fábricas que produzia roupas para as principais fast fashions do mundo – em 24 de abril de 2013, onde 1133 pessoas morreram e mais de 2500 ficaram feridas. Após essa data a britânica Carry Somers e a italiana Orsola de Castro criaram o Fashion Revolution Day, um dia para se lembrar do acontecido em Bangladesh e propor uma conscientização sobre os meios da moda. E como um dia se tornou pouco para tudo isso, criaram a Fashion Revolution Week, uma semana inteira dedicada a pensar uma moda mais humana, consciente, justa e ética. 

Nessa semana que passou, a partir do dia 24, aconteceram diversos eventos em mais de 90 países. Palestras, oficinas, debates, exibições de documentários, enfim, tudo com o propósito de se pensar mais sobre o que consumimos e sobre o impacto da indústria da moda no nosso planeta, no meio ambiente e na vida das pessoas. Participei de algumas palestras e oficinas durante a semana e foi lindo ver uma galera que tá lutando para trazer uma mudança nesse cenário, uma galera que propõe uma moda com propósito, com sentido. ❤

roupa

Grandes grifes e marcas de fast fashion se utilizam de mão de obra quase que escrava para realizar seus trabalhos. São diversas costureiras que trabalham 12 horas ou mais em condições precárias e recebem míseros trocados por seu trabalho. Muitas vezes são pagos menos de R$5 à costureira por uma roupa que custará R$300 para nós. Sem falar da poluição que a indústria da moda causa, sendo considerada a 2ª indústria mais poluente do planeta. E o lixo que produzimos? Afinal, para onde vão as roupas e sapatos que as pessoas não querem mais? Nada sai do nosso planeta, tudo fica aqui, e para onde está indo todo o lixo produzido? É por isso que cada vez mais precisamos pensar e repensar nossa forma de consumir.

Não é parar de consumir, apenas consumir de forma mais consciente. Buscar comprar de pessoas independentes, de pequenos produtores, que fazem isso para sua sobrevivência, assim estamos financiando menos todo esse trabalho sujo feito pelas grandes marcas. Se questionar na hora de comprar mais uma peça de roupa ou par de sapato, e também na hora de descartar o que já não se usa. São nas pequenas atitudes que podemos fazer a diferença. E isso não é só nessa semana, mas todos os dias!

Uma forma de participar do Fashion Revolution Day além dos eventos é postando uma foto com sua roupa preferida, taggear a marca e perguntar: “Olá,(nome da marca), quem fez minhas roupas?” Seguida das hashtags #FashionRevolution, #whomademyclothes, #quemfezminhasroupas .

Para quem quiser, amanhã acontece o encerramento da FashRev Week em diversas cidades, inclusive aqui no Rio de Janeiro, clique aqui para saber mais e participe! 😉

Vamos fazer a diferença! Vamos mudar o mundo! ❤

SEJA CURIOSO . INFORME-SE . FAÇA ALGO

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Moda | Vamos Conversar?

Se amar e a luta de cada dia

By on 17 de março de 2017

Venhamos e convenhamos não é fácil todo dia se olhar no espelho e se achar linda. Nós mulheres sabemos bem como é acordar um dia achando que vamos mudar o mundo e no outro nem conseguir levantar da cama. Nossos hormônios super nos boicotam, nós mesmas nos boicotamos, e assim vivemos nessa inconstância. Mas, cá entre nós, todas temos algo que gostaríamos de mudar no nosso corpo, né não?! Seja uma gordurinha aqui, uma manchinha ali, o problema é quando a gente só consegue focar no que gostaria de mudar, quando os pontos negativos – ao nosso ver – superam os positivos.

Aceitar que temos imperfeições sim, que não somos mulheres ideais, e aprender que essas imperfeições também fazem parte de quem somos, é parte do processo. Se amar é uma luta diária, é um longo caminho. Vivemos em uma sociedade onde somos a todo momento bombardeadas com capas de revistas com mulheres magérrimas, com padrões de beleza a seguir. Já parou para observar as chamadas das revistas? “Como conseguir barriga de tanquinho com a dieta X”, “Como ter o cabelo dos seus sonhos com o tal produto”, “Como ter o corpo lindo para deixar os homens babando”, e por aí vão essas matérias que nos fazem pensar que nunca estamos boas o suficiente, que nosso cabelo não é tão bonito, que os homens não vão curtir nosso corpo (pelamor, né, gente?! 😡 ).

Por que a gente não pára para olhar o tanto de coisas que já conquistamos? O quanto o nosso corpo já suportou os baques da vida? Por que a gente não passa a aceitar quem somos e esse corpo que a vida nos deu? Já parou para pensar que as rugas de expressão estão aí porque a vida é dinâmica e você sorriu tanto que deixou marquinhas no rosto? Olhe para essas marquinhas e pense no tanto de sorrisos que a vida te proporcionou! E a barriguinha que apareceu depois da gravidez? Já pensou que ela está aí para lembrar o quanto você é forte a ponto de dar à luz outra vida? Por que não olhar para a cicatriz da cesariana e pensar no ser mais especial que você trouxe ao mundo? Por que não se permitir dormir mais um pouquinho e sair sem maquiagem? Por que não usar aquele biquíni que você adora mas que não usa por achar que não está em forma o suficiente?

A vida acontece agora, e se esse é o corpo que temos hoje porque não curti-lo, aceitá-lo e amá-lo? Por que não olhar com um pouco mais de carinho para nós mesmas e compreender que não somos perfeitas, mas tá tudo bem! Tudo bem fazer dietas, se exercitar, alisar o cabelo, mas que nada disso seja um imposição para nós, mas sim um ato de livre escolha por nos fazer bem. Afinal, aceitar-se não é se tornar passiva, mas é parar de viver uma corrida louca e desenfreada atrás de padrões inalcançáveis e inatingíveis. Nesse texto rola uma comparação super bacana: pense na sua melhor amiga. Ela é perfeita? Provavelmente não. Você é má com ela porque ela não é perfeita? Não, né?! Nenhum de nós somos perfeitos física ou emocionalmente, e mesmo assim as pessoas se apaixonam o tempo todo.

Se amar e se aceitar é um processo, não é fácil, é uma luta diária, é construção, tijolinho por tijolinho, dia a dia. Vamos fazer o seguinte? Experimenta hoje parar na frente do espelho e procurar 3 pontos positivos no seu corpo, pode parece difícil no começo, mas tenta por um dia não ficar enumerando seus defeitos. Garanto que você tem muito mais do que só três pontos legais! E conta aqui como é essa luta diária para você! 😉

 

 

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Com vocês: Moda e Consciência

By on 8 de março de 2017
 Sejam Bem Vind@s!
Bem, pensei em mil formas de escrever esse post de “apresentação”, mas achei melhor aceitar o clichê que lhe cabe, começar do começo e me apresentar, de fato.

Sou formada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense e em Consultoria de Imagem e Estilo pelo SENAC. Na época da facul estagiei em um Centro de Orientação à Mulheres Vítimas de Violência e defendi meu TCC sobre Violência contra a mulher e a invisibilidade desse tema nas redes sociais – fruto do interesse de estudar a mulher na sociedade e as diversas questões de gênero.

Sempre amei moda e sonhava trabalhar com isso, mas não curtia ver a temática resumida à futilidades e consumismo. Decidi então fazer o curso de formação em Consultoria de Estilo e descobri uma face linda e real da moda: valorizar a essência do outro, buscar a autoestima e ajudar no processo de se amar e se aceitar. Eu já lia muito sobre o assunto em livros e na internet, onde conheci uma galera linda que levanta a bandeira de uma moda mais pé no chão, mais vida real, mais humana, e também de um consumo mais consciente, mais racional e menos de “comprar porque tá barato” ou “porque tá todo mundo comprando”, e ainda, “usar porque tá na moda”.  😕 

Foi aí que decidi compartilhar um pouco do que aprendi e conheci, com outras pessoas, e tentar no mínimo fazer a diferença dando minha contribuição. E então criei o @modaeconsciencia, um instagram voltado para falar de moda, mas com um viés mais vida real, para pessoas que trabalham, estudam, tem filhos, não tem muita grana, mostrando que moda não é um bicho de sete cabeças e que para se vestir bem não é preciso ser fashionista nem gastar rios de dinheiro. Além de falar sobre autoestima também, mostrando que se amar e se aceitar é importante sim e que estamos todos juntos nessa!


A vontade de falar mais sobre esses assuntos cresceu, e por isso a ideia de criar o Moda e Consciência versão blog, um espaço para compartilhar muito mais sobre tudo isso.

E hoje, no Dia Internacional da Mulher, dia que a gente vê o quanto ainda precisa lutar, o quanto ainda precisa conquistar, que tal olhar pra quem somos e ver a #girlpower que existe na gente? Que tal se amar mais e se curtir mais?!

Bem, é um pouco disso tudo que você vai ver por aqui: empoderamento, autoestima, look do dia, inspirações, reflexões (porque sim!), consumo consciente, e muito mais sobre moda acessível e real, para pessoas reais!

  Fica que tá só começando! 🙂

Tem alguma sugestão do que quer ver por aqui?
Deixa nos comentários! 😉

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