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Se cuidar é se amar ♥

By on 7 de fevereiro de 2018
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A gente vive falando sobre autoestima, amor próprio, se amar. Mas todo amor precisa ser demonstrado e com o tal do amor próprio não é diferente, né?!

Nós, mulheres, arranjamos tempo para cuidar dos outros, dos filhos, do companheiro, das amigas, mas e o cuidado com a gente mesma, tá rolando? Autocuidado é autoamor. E quando falo de autocuidado é no sentido mais amplo possível, é se cuidar em todas as esferas.

O autocuidado perpassa por todos os aspectos da nossa vida, é se examinar, ver o que não está legal e procurar como melhorar isso. É ser responsável com a gente, com nossas atitudes, é se respeitar, se questionar sobre o que te faz feliz, o que te motiva, quais são os seus limites. É se permitir não fazer nada de vez em quando, mas também saber a hora de se levantar e agir. Autocuidado passa também por cuidar da nossa saúde, tanto a física, quanto a emocional e a mental.

Somos bombardeadas o tempo todo com pressões, comparações, com notícias assustadoras, coisas que abalam nossa saúde mental, e o que temos feito para resguardá-la? E sua saúde emocional, como anda? É normal a gente não saber como lidar com tudo, tem horas que a vida parece mais pesada do que a gente consegue aguentar mesmo, mas nem sempre você precisa lidar com tudo sozinha, sabia?! Com certeza existem pessoas do seu lado dispostas a te ajudar e segurar na sua mão nesse momento, e em alguns momentos um auxílio profissional ajuda muito também! Foi difícil eu reconhecer que precisava de terapia para lidar com situações difíceis da minha vida e as marcas que elas deixaram, mas confesso que é um processo maravilhoso de autoconhecimento e cura fazer terapia. Então não hesite em procurar um psicólogo caso sinta que precisa!

Cuidado com suas relações, relacionamentos tóxicos e abusivos podem destruir nossa autoestima sem ao menos percebermos. Aquela pessoa que faz você se sentir envergonhada de si mesma ou inferior pode não ser tão sua amiga assim, um parceiro que te agride verbalmente, que te chantageia emocionalmente pode não ser o “amor da sua vida”. Pessoas que te manipulam em troca de interesses, que fazem você pensar que nunca vai conseguir realizar seus sonhos ou que dizem que você “não é tão bonita assim”, aos poucos vão minando sua alegria e talvez não sejam o tipo ideal pra se ter por perto. A gente precisa cuidar da nossa saúde mental e emocional como deveria cuidar da saúde física. A propósito, não negligencie os sinais que seu corpo dá! Se tem algo de estranho, não demore a procurar um médico, fazer exames e verificar o que tá acontecendo. Nosso corpo é nosso lar.

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Quando a gente se cuida, a gente mostra o quanto se ama. Umas das lembranças que eu tenho da minha mãe e que me recordo com carinho é que sempre antes de dormir ela passava cremes hidratantes e anti-idade no rosto. Era o ritual dela. Isso me influenciou, me fez perceber o quanto ela se amava através desse simples ato de cuidado com ela mesma. Ela, que sempre cuidava de nós, também separava um tempinho pra cuidar dela. Pode parecer algo pequeno, mas eu como filha, ao assistir isso, entendi, sem ela falar nada, o quanto é importante o autocuidado, o quanto a gente se ama mesmo com atitudes pequenas. Seja tomando um banho quentinho e gostoso depois daquele dia péssimo, se levando pra tomar um sorvete, usando aquela roupa mega confortável, se permitindo não fazer nada ou se permitindo fazer aquele curso dos sonhos,  seja se afastando de quem te faz mal, ou se dando uma chance de vez em quando.

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Registro de um dia em que eu ME levei pra tomar café, depois de uma semana complicadinha em que eu achava que ia explodir ♡

São inúmeras as formas de cuidado com a gente mesma, é importante estar atenta, se entender, ouvir seus sentimentos, sua mente, seu corpo. Se olhe com mais carinho, não seja tão dura com você, não se cobre tanto, se compreenda um pouquinho mais.

Pense no que você pode fazer hoje pelo seu próprio bem! Se cuide, se ame! ♥

 

 

 

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Moda | Vamos Conversar?

Como arrasar no natal sem precisar comprar roupa nova

By on 14 de dezembro de 2017
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Natal é aquela época que todo mundo se preocupa em estar bem vestido – mesmo que seja só pra ficar sentado no sofá da sala. Uma época que deveria priorizar o amor e a paz se tornou uma época estressante (experimenta ir no shopping no dia 24 pra você ver o estresse que é!) e com um apelo enorme ao consumismo. “Precisamos” comprar presentes para parentes e amigos como prova de que não os esquecemos, “precisamos” ter roupa nova pra passar a noite de natal, mas pera aí, precisamos mesmo? Nesse ritmo “natalino” muita gente sai comprando por impulso, sem pensar que em janeiro a fatura chega, estoura o cartão de crédito, compra coisas impensadas e roupas que só usarão uma noite e depois ‘encalharão’ no armário.

Por que precisa ser assim? Por que a gente não faz o propósito dessa época ser maior do que o consumismo? Que tal pensarmos em 3 formas práticas de gastar menos com roupa nessa época?

1 – Use o que já tem

Quando a gente fala de usar o que já se tem muita gente torce o nariz, mas nossas roupas podem ser usadas de n formas sim, basta a gente usar a criatividade. Existem muitas formas de mudar a cara de uma mesma peça, seja usando de uma maneira diferente da que costumeiramente usamos, seja adicionando acessórios, colocando uma terceira peça.

Olha quantos looks diferentes eu consegui fazer com essa pantacourt vinho (fora os que usei e não fotografei). Tem look mais dia, look mais sério, tudo depende da forma como a gente coordena a peça.

Essa calça de animal print usei em uma ocasião mais “arrumadinha” com o blazer preto e  sapato de salto, mas pra uma “andada no shopping” usei com o oxford e a camisa jeans. A calça branca usei em dois momentos mais elegantes, mas ainda assim, em cada look com uma proposta.

O short foi usado com a mesma blusa branca que usei no look com a pantacourt vinho e também casou bem com a blusa de listras que usei em uma outra ocasião nesse último look.

Essas fotos são pra mostrar como nossas peças podem render looks variados, para ocasiões diversas. Talvez você tenha aí um vestido super legal ou uma calça maneirona, então porque não aproveitá-los e usar de uma forma diferente nesse natal? Experimenta sair da zona de conforto e usar de um jeito diferente ou com outras peças o que você já tem. Sabe aquela sua peça favorita? Já que é a favorita por que não usá-la em um dia tão especial como o natal?! Usa mesmo!

2- Compre algo que vá usar depois

Tudo bem comprar algo novo, mas tente comprar algo que você vá usar em outros momentos, em outras ocasiões. Às vezes a gente compra uma roupa (geralmente roupa de festa) pra uma ocasião específica, mas ela não tem muito a ver com nosso contexto de vida ou não é muito prática e acaba ficando um tempão parada no armário esperando o dia que será usada novamente. Por isso, antes de comprar já imagine em qual outra situação você poderá usá-la novamente, com quais outras peças você poderá coordená-la. Ah! E evite comprar peças que precisem de complementos que você não tenha, como um vestido que não combine com nenhum sapato que você tenha e te obrigue a comprar um sapato novo só pra usar com ele.

A galera do Steal The Look montou alguns looks que podem ser usados no natal/ano novo e mostrou como eles poderiam ser usados depois, no dia a dia. É uma forma legal de visualizarmos como podemos usar a peça em um momento e depois usá-la em outras ocasiões, mudando apenas os complementos.

look natal

Viu só como dá pra “adaptar” as peças e usá-las depois? Assim você não fica com peças paradas no armário esperando momentos que você nem sabe quando serão…

3 – Troque ou pegue emprestado

Sabe aquela amiga que tem um vestido que você acha um arraso? Ou ainda uma tia que tem um sapato baphônico? Uma alternativa pra quem não quer gastar dinheiro mas também já cansou do que tem, é trocar com amigas, pegar emprestado ou ainda alugar. Por que ao invés de comprar mais uma peça você não pega emprestado para usar nessas datas? Ou faz uma troca com as amigas?

Esse vestido eu usei no ano passado em um casamento e foi emprestado de uma amiga. Além dele eu já usei muitas peças emprestadas. Usei, arrasei na festa e depois devolvi pra dona feliz da vida! Assim a gente não precisa comprar algo novo e ainda usa algo diferente do que já tem no armário.

Há ainda os “armários compartilhados” e lojas que alugam roupas pro dia a dia (falarei disso em breve aqui!). São lojas onde você pode alugar roupas e ficar um período com elas, ou pode ainda fazer uma assinatura mensal e ter direito a uma quantidade de peças por mês. É uma forma de ter peças diferentes por um valor bem menor e sem precisar comprá-las.

Viu só como é possível fugir da gastação do final de ano? Dá pra gente levar essa época de forma mais leve e curtir o que realmente interessa, sem neura de ter que usar roupa nova. Em vez de roupa nova, que tal look novo (um look ainda que com peças antigas mas usadas de outra forma, formando um ‘look novo’)? Como dizem as meninas da Oficina de Estilo: mais importante que a roupa, é a vida que se vive dentro dela. Então bora viver! ♥

 

 

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Moda | Vamos Conversar?

Sobre mudar a rota e empreender aos 24 anos

By on 27 de novembro de 2017
empreender

Eu não planejava ser empreendedora. Cursei faculdade de Serviço Social – onde aprendi muito e formei muito do que penso hoje (obrigada, UFF <3) – mas lá no fundo tinha algo faltando, faltava uma dose de cor e criatividade nos meus dias, na minha profissão. Eu sempre amei moda, mas era um amor meio platônico, uma admiração meio secreta, nunca imaginei como algo possível pra mim. Em 2013, em meio a um momento mega difícil, comecei a ler tudo o que podia sobre moda, pesquisar mais e me encantei com a área da Consultoria de Estilo, mas parecia algo tão distante da minha realidade… até que no ano passado, tive a oportunidade de fazer o curso e me formar em Consultoria de Estilo – na mesma época que eu estava me formando na facul de serviço social.

Sabe quando você encontra uma pessoa e tem a impressão de que já a conhece há muito tempo? Foi assim com a consultoria, parecia que eu havia nascido para aquilo. Mas a gente às vezes tem a mania ~boba~ de achar que algo é tão maravilhoso que não é pra gente, e mesmo estando formada eu achava que essa área não era pra mim.

Afinal, estava saindo de uma faculdade, como iria abrir mão de tudo – principalmente dos 5 anos de estudo – para seguir uma outra coisa? 

Eu não tinha um “patrocínio”, não tinha quem me assegurasse de que se não desse certo teria outra saída, não tinha um “plano B”, era ir e pronto. E eu fui. No começo do ano, decidi que iria dar uma chance para a Moda. Logo em fevereiro, eu e 3 consultoras de estilo criamos um coletivo ( Coletivo Soma  ) onde a proposta é prestar consultoria de estilo, além de palestras, workshops e cursos, através da ótica de 4 profissionais. Tem sido uma experiência enriquecedora. Também trabalhei com produção de moda em alguns backstages de desfiles e criei minha marca de acessórios, além do trabalho como consultora de estilo, é claro.

Ser Consultora de Estilo é ser Empreendedora. E engana-se quem pensa que é fácil ser seu próprio patrão, exige muita disciplina e foco. Empreender não é fácil, já perdi a conta de quantas vezes quis desistir (várias vezes num mesmo dia), é quase um ato de resistência, resiliência e coragem. Tem horas que dá medo, tem horas que a gente não enxerga nada a frente, tem horas que nos sentimos mega sozinhas, sem falar das horas que nos questionamos se realmente é esse o caminho.

Não foi fácil terminar a faculdade e decidir seguir outro caminho. A gente vive numa sociedade onde nos é exigido que saiamos do ensino médio com toda a vida traçada e decidida, aos 25 já querem que estejamos no mestrado, com um apartamento financiado e dirigindo nosso próprio carro, de quebra. Mas a vida tem suas surpresas, suas dinâmicas e a pessoinha que éramos aos 17 anos quando saímos do ensino médio não é mais a mesma quando completa seus 20 e poucos anos. A gente muda, a vida muda, nossos desejos mudam também, e tá tudo bem. Tá tudo bem você não querer seguir a mesma carreira dos seus pais, tá tudo bem você ter 23 anos e ainda não ter se decidido quanto a faculdade, tá tudo bem ficar meio confuso e perdido sobre a vida, às vezes (afinal, tem alguém aí que não está perdido?!). 

consultoria de estilo
A qualidade tá péssima, mas sou eu falando no Workshop de Estilo do Coletivo <3

Eu não encaro como perda de tempo os anos que passei na facul, ao contrário, tive momentos maravilhosos, conheci pessoas incríveis e aprendi muito. Aprendi a ser mais questionadora, a ter uma visão mais crítica, aprendi a pensar mais no outro, a questionar esse capitalismo selvagem, e tantas outras coisas que tem me ajudado a encontrar meu caminho na moda – seja através do consumo consciente, da luta contra o trabalho escravo ou do cuidado com o outro na consultoria de estilo. Todas as nossas experiências agregam, somam, nos fazem crescer. Nada é em vão ou desperdício.

Todo esse textão é pra contar que não é fácil abrir mão de uma carreira, de uma profissão, principalmente se você não tem uma família com grana que segure as pontas (como no meu caso), não é fácil se arriscar. É muito suor, muita luta, muita oração pra gente conseguir forças pra continuar. Mas tudo isso vale a pena quando a gente faz o que ama, quando a gente faz com um propósito, quando a gente luta por algo mais que só dinheiro. É choro, é lágrima, é suor, é medo (põe medo nisso!), é crise, mas também é sorriso, é completude, é realização, é superação. É isso! Empreender é superação. Superação dos medos, das dúvidas, dos “e se…? (“e se não der certo?” “e se não rolar?”, “e se eu perder?”), superação de nós mesmos. Empreender é pensar em desistir mil vezes ao dia, mas respirar fundo e tentar mais uma vez. Uma vez vai. E dá certo, e a gente consegue! É só tentar mais um pouquinho! <3

Tá com medo de arriscar? Não tá feliz na área que tá? Tá insatisfeito com a facul ou com o trabalho? Não tenha medo de mudar e de se reinventar, se for preciso. A vida é feita de recomeços. Tá tudo bem querer mudar a rota de vez em quando. ❤empreendedorismo

 

 

 

 

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Roupas que contam histórias

By on 2 de agosto de 2017
roupas

Ontem eu postei a foto abaixo no instagram (@modaeconsciencia, segue lá! 😉 ) e contei um pouquinho da história desse oxford, que foi comprado há uns 5 anos e até hoje me acompanha em diversos momentos. E sabe o que isso me faz pensar?oxford ; oxford de salto

Roupas são mais do que pedaços de pano, elas falam muito da gente e contam histórias. 

Ao meu ver, roupa boa (e acessórios e sapatos também) é aquela que a gente usa mesmo, que nos acompanha pra cima e pra baixo, que vive momentos conosco. Sabe aquela roupa que você usou no primeiro encontro com o cara da sua vida, ou aquela camisa social que te acompanhou em alguma reunião super importante ou ainda aquele sapato que te levou a tantas saídas com sua melhor amiga? Roupas falam de vidas, de momentos, de alegrias e de tristezas também. Quando abrimos nosso armário não encontramos ali apenas tecidos cortados de formas diversas, mas encontramos um pouquinho da nossa vida. 

Roupas não são descartáveis para usarmos e logo descartarmos (lembra do post passado sobre consumo consciente? Então!)

macacão preto
Olha o oxford dando as caras aí em mais um look! 😉

Mais um exemplo de que roupas contam histórias é que o cinto dessa foto era da minha mãe (que já não está conosco há um tempinho 🙁 ) e além de eu achá-lo estiloso e retrô, ele faz eu me sentir um pouquinho mais perto dela, já que sempre que eu olho para ele lembro dela.

moda

Essa blusa verde também era da minha mãe e não só ela, mas algumas outras peças que uso também, e pra mim são muito mais do que peças de roupa, são lembranças. Tenho um cachecol que ganhei do boy e sempre que uso lembro do que ele disse ao me presentear, tenho um sapato super fofinho e estiloso que uma amiga me deu no meu aniversário, tenho um vestido que me acompanhou à uma das melhores festas que já fui e me diverti muito e tantas outras peças que me fazem relembrar momentos maravilhosos.

As meninas da Oficina de Estilo dizem que mais importante que a roupa que a gente usa é a vida que se vive dentro dela, e é isso mesmo. A gente não usa roupa só para não andar nua por aí, mas nossas roupas falam quem somos, passam uma imagem sobre nós e nos acompanham em diversos momentos. É por isso que vale a pena usar sim, se gosta de uma roupa bota ela em vários looks e usa mesmo, afinal a vida é muito curta pra não sair por aí com aquela roupa que te faz sentir maravilhosa!

E é esse exercício que quero te convidar a fazer: abra seu armário e dê uma olhada nas histórias que tem dentro dele! Quantas risadas, alegrias, lágrimas, e momentos essas roupas te fizeram viver? Enxergue suas peças com um novo olhar, se permita se divertir e até se emocionar ao olhar seu guarda roupa (já pensou na emoção de olhar para a roupa que você usou no dia que seu bebê veio ao mundo? Ou na roupa que você estava quando foi promovida?)  Se tem roupa que lembra momento ruim ou traz péssimas lembranças, desapegue! Abra espaço para novas histórias, novas aventuras, novas memórias, novas amizades ou até um novo romance (isso vale pro guarda roupa e pra vida também, viu?!). Roupas paradas não contam histórias, no máximo ocupam espaço.

E você, tem alguma peça de família ou que tenha algum significado especial? Conta aqui, vou adorar saber! 🙂

 

 

 

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Consumo Consciente: O que é e como adotá-lo no seu dia a dia

By on 24 de julho de 2017

Lá no instagram (@modaeconsciencia) vez ou outra eu falo de consumo consciente, e muito tem se falado sobre isso atualmente. Mas você sabe, de fato, o que é consumo consciente?


Há um mito e um medo de que consumo consciente tem a ver com não consumir ou jogar fora tudo o que se tem, mas não é isso, fica tranquilxs! Consumir de forma consciente, como o próprio nome já diz, é consumir de forma racional, pensada e mais criteriosa.

Você já se pegou comprando algo que nem sabia se ia usar só porque estava barato? Ou comprou sem saber porque estava comprando e quando viu já tinha comprado? Você tem no seu guarda roupa ou na sua casa coisas que nunca usou e nem sabe porque comprou? 

Comprar é muito bom, traz uma sensação de poder, de estar no controle, de prazer, há até quem vá às compras quando está triste como forma de consolar-se ( o que demanda atenção, caso seja algo frequente). Vivemos em um sistema capitalista, que incentiva o consumo a todo instante, que mostra o uso do cartão de crédito como solução para tudo, além de sermos bombardeados com propagandas de coisas que “precisamos” ter, com novas tendências de moda, com blogueiras que nunca repetem uma roupa. Em nossa sociedade o TER fala mais alto que o SER, o carro que você tem importa mais que o seu caráter ou que a marca da sua roupa vale mais que sua essência.

A questão é que comprar por comprar é um ato vazio, sem sentido e sem significado, que acaba por gerar mais entulho para nossa casa, mais dívidas e mais lixo pro planeta (já parou pra pensar que não existe uma lixeira mundial? Tudo o que descartamos fica aqui na Terra, e quando não houver mais espaço pra todo o lixo?)

Como começar hoje a mudar seus hábitos de consumo? Vejamos:

1) Faça uma listinha

Um passo super importante é conhecer seu estilo e tudo o que você tem no guarda-roupa e verificar o que precisa. O que está faltando? Uma peça de roupa pro trabalho? Algo para sair à noite? Faça uma listinha com tudo o que precisa e quando sair para fazer compras, leve-a e só compre o que estiver nela e o que de fato tem a ver com você e seu estilo.

2) Responda à 3 perguntinhas

consumo

Você realmente quer comprar isso ou só vai comprar porque está barato?

Você precisa disso ou vai comprar só porque alguém também comprou ou a blogueira X disse que está na moda?

Você pode pagar por isso? Lembre-se que um dia a fatura do cartão chega, e você vai ter como pagar ou vai se enrolar? Vai deixar de pagar uma prioridade para pagar isso?

3) Seja Criativa! 

Ao invés de comprar algo novo, pense em formas diferentes de usar o que já tem, Tente olhar de outra forma para suas peças. Busque inspiração. Alugar roupas ou pegar emprestado com alguma amiga também são ótima alternativas!

4) Faça a prova dos 3 looks

Tá com uma roupa na mão pra comprar? Pense em 3 looks diferentes com essa mesma peça e com o que você tem em casa. Não conseguiu pensar em nada? Então talvez seja melhor não comprar, porque corre o risco dela ficar encalhada no armário. 

5) Valorize a economia local 

Comprar em fast fashion é ótimo, o preço super convidativo, mas você sabe a procedência? Tem todo aquele lance de trabalho escravo e a qualidade, que por vezes, é péssima. Por que não dar uma chance para os pequenos produtores? Aquela lojinha de bairro, a oficina de artesanato, uma marca de slow fashion (falarei em breve disso aqui), assim você contribui para a economia local, financia sonhos e pessoas e pode ter algo que vá durar um pouquinho mais com uma qualidade melhor.  Tem tanta gente legal fazendo tanta coisa maneira!

Por fim, lembre-se: menos impulsividade e mais planejamento na hora da compra = economia. 

Você já tem algumas dessas ações no seu dia a dia para consumir de forma mais consciente? Já sabia o que era consumo consciente? O que acha disso? Comenta aí com sua opinião! 😉 

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